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O Cura D\'Ars

Publicada em 19/09/20 às 19:56h - 283 visualizações

por Dom José Roberto Fortes Palau


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Altar do Santuário de Ars  (Foto: @pinterest)
Sacerdote francês, morreu aos setenta e três anos, em Ars (França), depois de quarenta anos de extenuante serviço à Igreja. Foi canonizado em 31 de maio de 1925, pelo Papa Pio XI. E em 23 de abril de 1928, o mesmo pontífice declarou São João Vianney "patrono celestial de todos os párocos de Roma e do mundo católico". Justamente aquele que se definiu como "o mais inútil de todos os párocos".

São João Maria Vianney é modelo de caridade pastoral. Comungou plenamente do sacerdócio pastoral de Cristo ao doar-se sem reservas à sua comunidade eclesial: o pequeno vilarejo de "Ars", na França. Neta pequena comunidade, São João Vianney imbuído de solicitude pastoral, não mediu esforços para converter e salvar seu rebanho dos perigos de uma vida titia. Foi modelo de vivência dos conselhos evangélicos, alimentando seu ministério pastoral com uma profunda vida de mortificações e de constante oração,
especialmente a devoção à eucaristia.

Viveu completamente desprendido dos bens materiais. Era um homem com o coração totalmente voltado para Deus e o próximo. Acolheu, sem restrições, todas as misérias espirituais e materiais de seu povo. Fez opção pelos pobres de sua comunidade, tratando-os com carinho, consideração e muito respeito. Via no rosto dos pobres a feição de Cristo. Ensinou também aos seu paroquianos a nunca faltarem com a caridade para com os mais abandonados. 

Fundou em sua paróquia a "Escola da Providência": instituição de caridade que acolhia as crianças pobres. Castamente viveu o celibato. Usava os meios ascéticos necessários para
manter o seu coração sempre casto, livre de qualquer forma de egoísmo estéril,
totalmente aberto a todas as necessidades de seu povo. E dizia: "Quando o coração é casto, não pode deixar de amar, porque encontrou a fonte do amor, que é Deus".

A vida do santo cura de Ars também contém testemunhos inumeráveis de obediência. Durante toda a sua vida desejou a solidão de um mosteiro. Desejava ingressar na "Trapa" ou na "Cartuxa".

Por quanto paradoxal que possa parecer, aquele que se tornaria o patrono dos párocos do mundo todo, foi por todo o tempo que durou seu pastoreio em Ars, torturado pela ideia de que era incapaz de conduzir uma paróquia e, ao mesmo tempo, seduzido pelo desejo de fugir de suas responsabilidades pastorais.

Em 1843, depois de recuperar-se de uma doença que quase o levou à morte, abandonou, de noite, a sua paróquia para exilar-se em "Dardilly", sua cidade natal. Partindo, deixou uma carta ao Bispo, declarando-se pronto a retornar, se o Bispo assim o quisesse. Menos de oito dias, retornou para Ars, seguindo orientação de seu Bispo. Reconhecia na vontade do Bispo a vontade de Deus. Renunciava à própria vontade e projetos pessoais em favor da Igreja e
do bem de todos.

Conjugou com rara maestria o binômio "caridade orante - caridade pastoral". Foi um homem de ação e de oração. Um verdadeiro modelo de "contemplativo na ação". Não deixou que seu ministério pastoral fosse reduzido a um simples ativismo; pelo contrário, por umas vida de oração assídua conservava uma constante união com Deus, apesar de sua vida ser extraordinariamente ocupada. Dizia com convicção: "O que impede a nós, sacerdotes, a ser santos é a falta de reflexão; não penetramos em nós mesmos; e, assim, não sabemos o que devemos fazer. Nos é necessária a oração, a reflexão e a comunhão com Deus".

Para São João Vianney era muito clara as nefastas consequências decorrentes da negligência com a oração na vida do sacerdote: instabilidade nas atividades pastorais, empobrecimento interior, além de ser exposto sem defesa espiritual às tentações da vida. Por isso, o cura de Ars nunca descuidou da oração. Primeiramente para santificar a sim mesmo, para, num segundo momento, estar em condições de santificar seu povo.

Foi um modelo de devoção eucarística. Celebrava a missa com profunda piedade, oferecendo-se em sacrifício pela conversão daqueles que encontravam-se mais distantes da Igreja.

Buscava durante a missa reproduzir em si mesmo o Mistério Pascal de Cristo: imolar-se com Cristo pela salvação do mundo, especialmente pelos seus paroquianos. Passava noites inteiras ema coração a Cristo sacramentado. O sacrário de sua paróquia converteu-se no centro de sua vida espiritual e pastoral. 

O exemplo de São João Vianney, um padre diocesano totalmente dedicado a sua comunidade paroquial, é um valor permanente e universal de caridade pastoral. Ele foi para o pequeno rebanho de Ars o Bom Pastor que conhece suas ovelhas, e dá a vida por elas. E um sacerdote segundo o coração de Cristo é o maior tesouro que Deus pode conceder a uma paróquia. 



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