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São Pedro e São Paulo

Publicada em 27/06/20 as 12:50h por Dom José Roberto Palau - Bispo de Limeira - 145 visualizações


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Praça e Basílica de São Pedro (Vaticano)  (Foto: pinterest)
Amanhã, domingo, a Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo. A solenidade destes dois apóstolos já era celebrada desde o ano 354 (século IV), no dia 29 de junho. Podemos elencar sete motivos pelos quais a solenidade de São Pedro e São Paulo é comemorada no mesmo dia.

1. Santo Agostinho de Hipona expressou que eram “uma só coisa”.
Em um sermão do ano 395, o Doutor da Igreja, Santo Agostinho de Hipona, expressou que São Pedro e São Paulo, “na realidade, eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos”.

2. Ambos padeceram em Roma. Foram detidos na prisão "Mamertina", também chamada "Tullianum", localizada no foro romano, na Roma Antiga. Além disso, foram martirizados nessa mesma cidade, possivelmente por ordem do imperador Nero. São Pedro passou seus últimos anos em Roma liderando a Igreja durante a perseguição e até o seu martírio no ano 64. Segundo Orígines, Pedro foi crucificado de cabeça para baixo (conforme o uso romano de crucificar os escravos), a pedido próprio, por não se considerar digno de morrer como seu Senhor. Foi enterrado na colina do Vaticano e a Basílica de São Pedro está construída sobre seu túmulo. São Paulo foi preso e levado a Roma, onde foi decapitado no ano 67. Está enterrado em Roma, na Basílica de São Paulo "Fora dos muros".

3. São fundadores da Igreja de Roma. Na homilia de 2012, na Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Emérito Bento XVI assegurou que “a sua ligação como irmãos na fé adquiriu um significado particular em Roma. De fato, a comunidade cristã desta Cidade viu neles uma espécie de antítese dos mitológicos Rômulo e Remo, o par de irmãos a quem se atribui a fundação de Roma”.

4. São padroeiros de Roma e representantes do Evangelho. Na mesma homilia, Bento XVI chamou esses dois apóstolos de “padroeiros principais da Igreja de Roma”. “Desde sempre a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo”, detalhou Bento XVI. 

5. São a versão contrária de Caim e Abel. Bento XVI também apresentou um paralelismo oposto com a irmandade apresentada no Antigo Testamento entre Caim e Abel. “Enquanto nestes vemos o efeito do pecado pelo qual Caim mata Abel, Pedro e Paulo, apesar de ser humanamente bastante diferentes e não obstante os conflitos que não faltaram no seu mútuo relacionamento, realizaram um modo novo e autenticamente evangélico de ser irmãos, tornado possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava”.

6. Porque Pedro é a “Rocha”. Esta celebração recorda que São Pedro foi escolhido por Cristo – “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” – e humildemente aceitou a missão de ser “a Rocha” da Igreja e apascentar o rebanho de Deus, apesar de suas fragilidades humanas. Os Atos dos Apóstolos ilustram seu papel como líder da Igreja depois da Ressurreição e Ascensão de Cristo. Pedro dirigiu os apóstolos como o primeiro Papa e assegurou que os discípulos mantivessem a verdadeira fé. Como explicou em sua homilia o Sumo Pontífice Bento XVI, “na passagem do Evangelho de São Mateus (...), Pedro faz a sua confissão de fé em Jesus, reconhecendo-O como Messias e Filho de Deus; fá-lo também em nome dos outros apóstolos. Em resposta, o Senhor revela-lhe a missão que pretende confiar-lhe, ou seja, a de ser a ‘pedra’, a ‘rocha’, o fundamento visível sobre o qual está construído todo o edifício espiritual da Igreja”.

7. São Paulo também é coluna do edifício espiritual da Igreja. São Paulo foi o apóstolo dos pagãos. Antes de sua conversão, era chamado Saulo, mas depois de seu encontro com Cristo e conversão, adotou o nome de Paulo e passou o resto de sua vida pregando o Evangelho sem descanso às nações do mundo mediterrâneo.

“A iconografia tradicional apresenta São Paulo com a espada, e sabemos que esta representa o instrumento do seu martírio. Mas, repassando os escritos do Apóstolo dos Gentios, descobrimos que a imagem da espada se refere a toda a sua missão de evangelizador. Por exemplo, quando já sentia aproximar-se a morte, escreve a Timóteo: ‘Combati o bom combate’ (2Tm 4,7); aqui não se trata seguramente do combate de um comandante, mas daquele de um arauto da Palavra de Deus, fiel a Cristo e à sua Igreja, por quem se consumou totalmente. Por isso mesmo, o Senhor lhe deu a coroa de glória e colocou-o, juntamente com Pedro, como coluna no edifício espiritual da Igreja”, expressou Bento XVI em sua homilia.

“A experiência de Pedro”

“(Jesus) subiu num dos barcos, o de Simão, e pediu que se afastasse um pouco da terra. Sentado, desde o barco, ensinava as multidões” (Lc 5, 3). Estando muitas pessoas a escutá-lo, Jesus pode fazer-se ouvir e ver melhor afastando-se um pouco da margem, ao invés de ficarem todos aglomerados em volta dele. Então, Jesus pede a cortesia de Simão para fazer isso; e Simão consente. Um pequeno gesto, uma pequena mudança de programa para a jornada de Simão. Contudo, ao prestar esse pequeno serviço, Simão fica mais próximo de Jesus e escuta o anúncio dirigido à multidão. Simão acolhe Jesus com um pequeno gesto de cortesia, que, de fato, o coloca muito próximo de Jesus. Pequeno gesto que permite a Jesus entrar um pouco mais em sua vida. 

Detalhe: Simão não tinha ido à margem do lago para escutar o sermão de Jesus, mas para lavar as redes e voltar para casa, desejo legítimo de quem passou a noite inteira tentando pescar.

Pela narrativa do capítulo precedente, sabemos que não era a primeira vez que Simão encontra Jesus. Já o havia reconhecido como um ‘homem de Deus’ ao acolhê-lo em sua casa. Naquela ocasião, Jesus havia curado a sogra de Simão (cf. Lc 4, 38-39). Porém, mesmo tendo encontrado Jesus, Simão continuava a exercer seu trabalho de pescador.

Após o sermão, Jesus faz uma proposta inusitada para Simão: “Avança mais para o fundo, e ali lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5, 4). Sair para a pesca em pleno dia!? Simão sabia que isso não tinha sentido. A noite, sim, é o tempo adequado para pescar. Nenhum outro pescador teria aceitado este convite. Simão aceita, porque é Jesus quem pede. Lucas observa a atitude de respeito e de estima de Simão em seu relacionamento com Jesus, identificável pela maneira como responde: “Mestre (...)” (cf. Lc 5, 5). Verdade é que Jesus estava ensinando, mas não era um “Mestre” reconhecido oficialmente como tal. Na realidade, Jesus estava simplesmente falando à multidão. Chamá-lo “Mestre” significa já uma interpretação pessoal. Simão compreende o sermão de Jesus como ensinamento; ele leva Jesus a sério. Por isso, acolhe também este pedido ‘estranho’ de Jesus.

“Mestre, trabalhamos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, pela tua palavra, lançarei as redes” (Lc 5, 5). Simão reconhece ter alguma dificuldade para aceitar o pedido de Jesus; não compreende seu sentido, mas não mantém essa dificuldade escondida, comunica-a a Jesus e ao mesmo tempo afirma confiar nele e aceitar seu convite. A partir da própria experiência de pescador, não tem um motivo razoável para lançar novamente as redes. O único motivo que o impele a fazê-lo é a palavra de Jesus. Ele acredita em Jesus e leva a sério sua palavra. Esse motivo lhe basta. 

“Agindo assim, pegaram tamanha quantidade de peixes que as redes rompiam” (Lc 5, 6). A partir deste prodígio ocorre a mudança pessoal de Simão e de sua relação com Jesus. O milagre, isto é, o ‘sinal’ é precedido de uma história de contato já iniciada entre Jesus e Simão. A partir da pesca milagrosa o contato entre Jesus e Simão muda de configuração. Aliás, o próprio Jesus conduziu esse processo. Vejamos: Jesus pede a Simão que remova um pouco o barco e que o coloque a sua disposição para falar à multidão. Deste modo, entretém o próprio Simão em sua pregação. Em seguida, convida-o a confiar em sua palavra e confirma sua confiança através da pesca milagrosa. Então, Simão percebe que Jesus está se dirigindo a ele de modo muito especial. A própria reação de Simão após a pesca revela isso: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador” (Lc 5, 8b). Quase que a dizer: ‘uma pessoa como tu deves procurar outros amigos, pessoas melhores, diferentes de mim’.

Tal como antes havia manifestado sua confiança, juntamente com a
dificuldade em compreender, da mesma forma, agora, Pedro diz a verdade de si mesmo diante do Senhor; o que lhe vai ao coração. Não se recusou antes, não foge agora. Não fingiu antes, não finge agora. Simão não fica fixado no sinal (a pesca), mas se coloca sinceramente diante de Jesus; sente-se indigno de ser amigo de Jesus! Mas Jesus tranquiliza-o: “Não tenhas medo (...)”! (Lc 5, 10b). A resposta do Senhor é clara: ‘sei quem és e te procuro, é precisamente a ti que me dirijo. Sou eu, Jesus, que quero esta amizade contigo, isso mudará tua vida, serás “pescador de homens”.

“Pescador de homens”. A imagem é tomada do próprio trabalho de
Simão para destacar que é ele, Simão, quem está em questão. Porém, a
expressão “pescador de homens” revela uma novidade: revela que Simão não mais pescará peixes, como fez até agora, mas pescará, de agora em diante, à maneira de Jesus. O trabalho de Simão será ao lado de Jesus. É como se Jesus dissesse a Simão: “Tua verdadeira identidade, o que te define pessoalmente é a amizade comigo. Fui eu que te procurei, te encontrei e te escolhi. Não se trata de teres de desenvolver primeiro alguma habilidade especial ou tornar-te perfeito, para depois ter amizade comigo. Sou eu quem estabelece esta relação, sou eu quem realiza esta novidade em tua vida”.

O texto de Lucas não explica em detalhes como reagiram Simão e os outros. Porém, da continuação do texto, sabemos que eles compreenderam este episódio como um chamado ao discipulado: “Eles levaram os barcos para a margem, deixaram tudo e seguiram Jesus” (Lc 5, 11). Não o seguem com restrições, a fim de observar o que irá acontecer, reservando a decisão para depois, se for o caso. Simplesmente o seguem! Não sabem o que irá acontecer. Simão não sabe como fará para ‘pescar homens’; sabe apenas ter sido chamado por Jesus, e isto basta para ele. Assim amadureceu a amizade entre Jesus e Simão. 

O texto não informa sobre um pedido explícito de Jesus para que Simão
abandone tudo e o siga. Contudo, o amadurecimento da amizade com Jesus leva Simão a compreender que justamente no seguimento de Jesus está o centro de sua vida.

Podemos ler este texto como narração de algo que é total e radicalmente
obra do Senhor; do início até o total cumprimento. O contexto explica que
Jesus preparou esse início para torná-lo possível e que continuará a cuidar dos discípulos para levar a cumprimento sua missão. Ao mesmo tempo, porém, tudo passa pela ‘escuta’, pela ‘disponibilidade’, pela ‘sinceridade de coração’, pela ‘liberdade das pessoas’, que assumem em responsabilidade própria o que compreendem da palavra divina a elas dirigida. 

“A experiência de Paulo”

Paulo tornou-se a figura típica do que se chama “conversão repentina”. Porém, mesmo nesta condição de “conversão repentina”, podemos constatar como já existe uma mediação da Igreja. 

Pouco antes do nosso texto (cf. At 9, 1-30), o mesmo livro dos “Atos dos Apóstolos” relata a presença de Paulo no apedrejamento de Estevão (cf. At 7, 58; 8, 1). Ele se empenha por força de seu zelo de fariseu; empenha-se para eliminar aquela que considera uma seita perigosa, isto é, a “Igreja nascente”. 

Os primeiros cristãos utilizavam as sinagogas para anunciar Cristo; é nas
sinagogas que Paulo vai procurar os cristãos para colocá-los na prisão. Ele é um fariseu convicto, zeloso, disposto a desafiar, quanto à Lei, os mais zelosos dos fariseus (cf. Fl 3, 4-6). Perseguindo os cristãos, Paulo estava convencido de que dessa forma Deus era servido.

Neste contexto ocorre a “conversão repentina”: em viagem, enquanto se
aproxima de Damasco, Paulo é envolvido por uma luz vinda do céu, cai por terra e uma voz o interroga: “Saulo, Saulo, por que me persegues”? (At 9, 3). Perseguir a Igreja é perseguir o próprio Cristo! Esta ação direta de Deus por meio de sinais – a luz, a voz, o ato de interrogá-lo diretamente – é um modo muito especial de atuação da graça divina. Não é o modo corriqueiro, habitual. A esse homem tão seguro de si, de sua pertença religiosa, é dito: “Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que fazer” (At 9, 6). 

Jesus Cristo dobrou “Saulo” ao meio: partiu de Jerusalém certo de servir a Deus indo colocar na prisão os cristãos de Damasco, com o prestígio das cartas dadas pelos responsáveis religiosos de Jerusalém, altivo e seguro de si; agora entra em Damasco cego e guiado pela mão, sem saber o que fazer naquela cidade e à espera que alguém o ajude a compreender o que está acontecendo em sua vida.

Paulo teve um momento de ‘experiência extraordinária’, porque Cristo
ressuscitado falou diretamente com ele. No entanto, o Senhor não lhe deu maiores explicações, não lhe concedeu tampouco um encontro: apenas lhe prometeu que em Damasco lhe seria dito o que fazer. Paulo continua seu caminho, vai a Damasco, mas por motivos muito diferentes.

Quando chega a Damasco não sabe aonde ir; não sabe o que fazer: deve apenas esperar que alguém lhe dê orientações. Permanece três dias sem enxergar e sem se alimentar. A cegueira física é o reflexo de sua condição interior. Percebe que não vê quando estava muito certo de que enxergava tudo; percebe que aquilo que acreditava compreender, os modos segundo os quais interpretava sua vida, sua fé, tudo isto tem necessidade de ser reconstruído. Aquele (Paulo) que acreditava ver – saber tudo – na realidade não vê mais: está cego! Sua interpretação do mundo, da vida, de si mesmo, de seu futuro, é toda uma realidade com a qual não pode mais contar. Tem necessidade que outros novamente o tornem capaz de ‘enxergar’! 

O homem chamado para acompanhar Paulo nesse momento é “Ananias” (cf. At 9, 10). Dele não sabemos nada mais. É um dos cristãos de Damasco. Considerando quem se tornou Paulo para a Igreja, seria de se esperar que fosse talvez “Pedro”, ou um dos “Doze”, quem iria iniciar Paulo nas coisas de Cristo. Poder-se-ia esperar que o Senhor mesmo viesse visitá-lo todos os dias para explicar-lhe tudo; ao contrário, a “mediação” é feita por um dos cristãos, que se encontram naquele lugar. 

Então Ananias – impondo as mãos – vai até Paulo e lhe diz: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas pela estrada, mandou-me aqui para que tu recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo” (At 9, 17). Imposição das mãos – “epiclese” – significa invocação do Espírito Santo. Assim como na criação do mundo o Espírito de Deus transformou o “caos” em “cosmos”, isto é, a desordem em ordem, da mesma forma, o Espírito de Deus deve agir em nossa vida transformando a nossa existência. Com o gesto da imposição das mãos, Ananias transmite a graça de Deus a Paulo, fortalecendo-o para uma missão muito especial à Igreja de Jesus Cristo. Paulo foi o maior missionário da história da Igreja!

Paulo é imediatamente batizado e recupera as forças. É restabelecido numa novidade de vida, cujo centro é Cristo. Passa pertencer à Igreja, pela “mediação” de Ananias.

“(...) E logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus” (At 9, 20). Lá onde deveria prender os cristãos, esse “ex-fariseu convicto”, começa a proclamar que Jesus é o “Filho de Deus”. O discurso de Paulo causa ‘perplexidade’ aos cristãos e ‘ódio’ aos judeus, que querem matá-lo. E para fugir de Damasco, Paulo é colocado num cesto, e, assim, é descido pelos muros da cidade (cf. At 9, 23-25). Em Damasco, Paulo experimenta um paradoxo existencial: partiu de Jerusalém com ferocidade, forte em suas convicções, pronto para colocar os cristãos na prisão; em Damasco, só escapa com vida porque a comunidade cristã cuida dele e ajuda-o a fugir dos judeus. Logo no início de seu ministério, Paulo já faz a experiência da cruz! 

“Paulo chegou a Jerusalém e procurava juntar-se aos discípulos. Mas todos tinham medo dele, pois não acreditavam que ele fosse discípulo” (At 9, 26). O caminho da cruz continua. Chegando a Jerusalém, procura unir-se aos discípulos, porém, estes não confiam nele. Barnabé então toma Paulo consigo, e ele mesmo apresenta-o aos apóstolos, para dar-lhe credibilidade. Trata-se de outra “mediação” para tornar Paulo aceitável pelos membros da Igreja de Jerusalém. 

Também em Jerusalém os judeus querem matar Paulo. E mais uma vez, ele é salvo pela comunidade cristã: “(Paulo) Também falava e discutia com os judeus de língua grega, mas estes procuravam matá-lo. Quando ficaram sabendo disso, os irmãos levaram Saulo para Cesaréia e, dali, o mandaram para Tarso” (At 9, 30). Em Tarso outros cristãos continuarão a cuidar de Paulo. 

A vocação de Paulo destaca sobremaneira a importância da Igreja para o nascimento e a perseverança da fé. Nossa fé é vivida em comunidade. É na comunidade que nos tornamos discípulos e discípulas de Jesus Cristo. 

A missão específica de uma comunidade cristã é gerar e educar para a fé. Não nascemos cristãos nem nos fazemos cristãos de um momento para o outro. Tornamo-nos cristãos de forma gradual e progressiva. A vida cristã é semelhante a uma semente lançada à terra que germina, cresce, amadurece e dá frutos. Tornar-se cristão é um processo que necessita de tempo e para o qual se conjuga basicamente três fatores: a graça de Deus, o testemunho da comunidade e o esforço pessoal de conversão. Todos esses elementos devem estar presentes numa comunidade de fé.

Em virtude de sua dinâmica própria, a fé requer ser conhecida, celebrada, vivida e transformada em oração. Cada uma dessas dimensões deve ser cultivada e promovida pela comunidade. É na “paróquia”, de modo particular, e nas pessoas que lhe dão rosto – pais e mães, agentes de pastoral, catequistas, ministros extraordinários da comunhão, diáconos, padres, entre outros – que se pode fazer a descoberta do mistério de Jesus Cristo e da alegria da vocação cristã. É sempre no âmbito de uma comunidade de fé que as pessoas são introduzidas na celebração, na oração, no comportamento moral e no sentido de Igreja. 



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