Reflexão do dia: Evangelho Mateus 23, 1-12 / 20 de Agosto

“Faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço…”

Eis uma afirmativa carregada de autoritarismo, e que podemos aplicar ao modo de agir dos Fariseus no tempo de Jesus. Sentar-se na cátedra de Moisés é sentir-se Dono da Lei e zelar fielmente para que toda lei seja cumprida. É agir com rigorismo e não abrir nenhuma exceção, e ainda ficar de olho em quem não cumpre qualquer uma das leis. São assim os guardiães da Moral e da ordem.

Parece que é isso que Jesus fala sobre o farisaísmo aos seus discípulos, lembrando-lhes entretanto, que o espírito da Lei é bom porque visam a Vida do homem, mas o modo dessa classe praticar a religião é um desastre. Inventam um perfil de pessoas religiosas, criando um estilo que os coloca sempre no centro das atenções, como pessoas exemplares a serem imitadas no que fazem. O Farisaísmo é um mal sempre presente em nossas comunidades, ele apenas se apresenta com outra maquiagem. Coordenadores de alguma pastoral ou equipe de serviço, que sentam –se na cadeira do Pároco, para ditar normas, para fazer cobranças, para exigir serviços, inventam certas normas morais que nem Jesus ensinou…Sufocam possíveis lideranças, por medo de perderem o posto, desvalorizam o trabalho dos outros e supervalorizam aquilo que fazem, gostam de pousar de importantes e sempre que é possível, dão um jeitinho de “aparecerem” em pomposas celebrações. Certa ocasião, em um congresso Eucarístico realizado em outro estado, um irão de ministério contou-me que haviam nove Diáconos, contando com ele, e que no local onde se paramentavam para a Celebração campal, onde seguramente haviam umas dez mil pessoas, um deles propôs fazerem um sorteio para ver quem iria proclamar o evangelho, pois havia pelo menos cinco emissoras de TV e o marketing pessoal seria grande.

Bom, o Farisaísmo é um mal bem antigo em nossas comunidades, ele nunca vai deixar de existir infelizmente, e esse mal afeta leigos e membros do clero, ninguém escapa desse pecado, é preciso tomar muito cuidado.

Jesus ensina, no final do evangelho, que o melhor remédio é ter um só Mestre e Senhor, um Mestre que não se impõe, mas propõe, um Mestre que se inclina humildemente aos pés dos discípulos, confirmando que veio para servir e não para ser servido. Aprendamos todos com Ele e eliminemos de vez, todo e qualquer farisaísmo, que tanto atrapalha a vida de nossas comunidades….

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