Reflexão do dia: Evangelho Mateus 12, 46-50 – 19 de Julho

                               Comunidade, uma nova Família

 

Que recado maravilhoso de Jesus nesse evangelho, sobre o papel e a importância da Comunidade em nossa Vida! Entre nós católicos, eu penso que ainda não compreendemos bem o que é ser comunidade. Uns são freqüentadores, admiram o trabalho das pastorais e movimentos, são Fãs do Padre e por isso freqüentam, não deixam de ir.

Outros participam mas não se misturam com outras pessoas, ou ficam isolados em algum canto, tentando uma Linha Direta com Deus, ou se fecham em seu grupo ou Movimento, estão ali, mas em função do grupo ou da equipe. Há muitos que vão mas têm sérias restrições e de vez em quando “soltam os cachorros” contra a comunidade, ameaçando de não mais voltar se as coisas continuarem desse jeito. Exigem mudanças radicais….

Há também os que vão, simplesmente porque alcançaram alguma graça e agora não podem mais desistir, com medo de sofrer algum castigo Divino. Há também outros, que, julgando ter  talento em fazer alguma coisa, acham que a comunidade é o lugar ideal para mostrarem o seu valor e o seu  dote artístico…

Jesus, o Filho de Deus, Santo e Perfeito, não só se encarnou entre os homens, mas realiza sua vocação de amor e serviço em comunidade, estabelecendo com ela não apenas uma amizade, mas um laço fraterno em torno de um projeto em comum: a realização do Reino de Deus.

Qual é a Vontade de Deus em nossa vida ? As vezes imaginamos que a Vontade de Deus sempre contraria as nossas vontades e aí é que nos enganamos. Deus só quer que o homem seja Feliz e essa Felicidade torna-se concreta quando o homem ama e é amado, partilhando sua vida em comunhão com os demais, como é o ideal de uma vida em comunidade.

Aderir á comunidade significa “Vestir a camisa”, entrar no jogo prá valer, estabelecer relações que não são simplesmente afetivas, mas uma relação com as pessoas, entrelaçadas pela nossa relação com Deus, tornando-se uma única relação, marcada fortemente pela compreensão, misericórdia, paciência, tolerância e ternura. Por isso Jesus, mais do que ninguém fez essa ruptura até com os laços familiares, mostrando que agora surge uma nova Família: precisamente a Comunidade, onde se vive á Vontade do Pai, exercitando o amor que nunca irá se acabar, mas que um dia atingirá a sua plenitude.

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